turismo-brunei

Brunei Darussalam, um país “No Stress”

Um país que coloca oficialmente em seu nome “onde vive a paz” tradução livre de Darussalam, só poderia ser um lugar onde a paz e a tranquilidade são quase uma obrigação e assim realmente parece ser! Aqui todos são felizes, ninguém dirige estressado, não buzinam, todos param para os pedestres, estando eles certos ou não, trabalham pouco, dá para perceber que todos tem tempo livre de sobra, sempre são agradáveis com agente e são felizes assim, não desejando nada mais além isso. Perguntamos a um local se todos aqui eram felizes com o Sultão e ele nos respondeu: “Se o seu pai te dá tudo, não briga com você e não te cobra nada, você vai reclamar dele?”

É lindo, mas é tudo tão fácil e certo que fica até sem graça!!!

 

Brunei está localizado em uma pequena parte de Borneo, no Sudeste Asiático. É um país islâmico, um dos menores países do mundo, mas é também um dos mais ricos, graças ao seu petróleo. Tem apenas 400 mil habitantes, sendo 80 mil só na capital Bandar Seri Begawan, para os íntimos BSB.
O Sultão Haji Hassanal Bolkiak um dos homens mais ricos do mundo, isenta toda a sua população de pagar impostos, qualquer tipo de imposto inclusive sobre as rendas, dá escola, saúde, moradia e estradas da melhor qualidade, de graça e lógico, seu povo tem extrema adoração por ele e orgulho do seu país.
Não dá para dizer que é um lugar lindo e está longe de ser, mas é diferente e interessante! Gostamos de ter vindo!!

Brunei é famoso também…
Pelo escândalo, quando o sultão explusou do país o seu irmão, o príncipe Jefri Bolkiah, acusado-o de desperdiçar 16 bilhões de dólares (25 milhões só em jogo) quando era o ministro das finanças.

Essencial
Tem pouco para ser visto e não precisa mais que 1 ou no máximo 2 dias para ver tudo com muita calma, seguindo o ritmo local. É muito fácil passear por ali!

O que tem para ver…
– The Brunei Museum, tem com foco a arte Islâmica.
– The Royal Regalia Building, um museu que conta a história da família real (Sultanato) de Brunei.
E as duas mesquitas…
– A Jame’asr Hassanil Bolkiah Mosque. Para ir, pegue o ônibus nº1 ou nº57, na estação central, mas fique esperto porque ás 18h00 passa o último ônibus de volta para o centro da cidade.
– A Sultan Omar Ali Saifuddien Mosque, que foi construída pelo pai do sultão atual, é no centro da cidade, são só uns minutos de caminhada, é super fácil de achar.

– Water Village, a vila sobre a água. Barcos táxis em torno do rio cobram BND1/ U$0,78 para cruzar o rio e chegar a Water Village ou BND10/ U$7,80 para dar volta nela, pague só BND1/ U$0,78 para atravessar e ande sozinho por lá, dar a volta de barco é uma bobagem. Outra opção para ir sem gastar nada é ir por uma ponte que tem atrás da mesquita Sultan Omar Ali Saifuddien, no centro. É só perguntar que todos informam.
– Open Market.

The Empire Hotel, uma história a parte…

Decoração imponente, com mármore italiano, carpete feito com lã trazida da Nova Zelândia e um pé direto de infinitos 55 metros no hall principal… mas tudo de gosto duvidoso e necessitando de uma boa manutenção urgente, inclusive na praia que é horrível…
O hotel Empire foi mais uma extravagância do irmão do sultão o príncipe Jefri Bolkiah e parece um hotel decadente de Vegas. Pode ser visitado e você pode circular por todo o hotel livremente, ninguém pergunta nada e ainda se precisar, os manobristas chamam um táxi para você voltar para cidade por 25 Brunei Dollar. www.theempirehotel.com

Dicas
– Para ir ao Empire Hotel pegue o ônibus nº57, no terminal de ônibus urbano central, custa BND1/ U$0,78, leva 1 hora. No caminho na ida e na volta ele passa na Mesquita Jame’asr Hassanil Bolkiah e se quiser você pode descer! É legal pegar o ônibus, sair do centro da capital e conhecer outros lugares. O ônibus é super interessante, o motorista além de ser super tranquilo em clima relax total, leva cada um dos seus passageiros na porta das suas casas, pergunta até o número da casa e nós levou até a recepção do hotel, uma espécie de táxi coletivo e ainda com ar condicionado, incrível!

Importante: o último ônibus para voltar para cidade, passa no hotel ás 16h30.
– No restaurante do hotel tem um buffet legal no almoço por BND31,50/ U$24,50 por pessoa.

Curioso…
– O sultanato tem na Austrália uma fazenda maior que a área

territorial de Brunei, para criar bois e depois levá-los vivos para serem abatidos em Brunei, seguindo as exigências do islamismo.
– Apesar de ser um país pequeno, 78% da sua área total é coberto com florestas.
– Mais de 30% da população trabalha para o governo do Sultão.

Dormir
O melhor é ficar no centro, de onde dá para fazer quase tudo a pé e o que não der para fazer a pé, tem ônibus que partem da estação central, 5 minutos andando, que te levam por BND1/ U$0,78

Barato e muitoooo simples, o mais básico do básico que você pode imaginar…mas é onde os turistas que querem gastar pouco ficam.
O K.H. Zoom Rest House, a diária custa BND45/ U$35 double room com banheiro privado. Nós ficamos aqui.
Endereço: 140, Jalan Pemancha. www.khsoon-resthouse.tripod.com
Pagando mais e se hospedando muitooo melhor…
The Brunei Hotel, é o melhor hotel que você pode ficar aqui, no centro da cidade e super moderno. A diária custa BND120/ U$94.
Endereço: 95, Jalan Pemancha. www.thebruneihotel.com
*Um é na frente do outro e os 2 hostéis são super bem localizados.

Comer
Para comer com vista para Water Village…
– Restaurante Fratini, faz pastas e pizzas, fica junto ao Port View

Café.
– Kaizen Sushi.
*Um é ao lado do outro.

Passar o tempo com Wi-Fi tomando um café, chocolate ou sorvete…
The Coffe Bean & Tea Leaf, um dos poucos que fecha ás 23h30. Aqui tudo fecha cedo!

Informação turística
Tem um Tourist Information não oficial, mas excelente, dão mapas e todas informações que você precisar, sem tentar te vender nada, no 1º andar do mesmo prédio velho que fica o K.H. Zoom Rest House.

Chegando no porto e indo para cidade
Do porto para cidade são 34km. Tem ônibus por BND1/ U$0,78, mas não tem com muita frequência, só tem nos horários que chega o ferry. De táxi custa BND25/ U$20, mas é preciso pechinchar.

Chegando ou saindo do aeroporto
O ônibus nº23 ou o nº38 vão do aeroporto a estação de ônibus central no centro da cidade e vice-versa por BND1/ U$0,78. Ou é possível negociar um táxi por U$15.

Visto
Brasileiros precisam de visto e não tem representante consular de Brunei no Brasil. Tem que pegar o visto no caminho. Dá para pegar o visto na Malásia em Kuala Lumpur ou Kota Kinabalu ou em outros países que tem embaixada.
– Embaixada em Kuala Lumpur 60.321612800, ligamos aqui a pessoa deu todas as informações.

– Embaixada em Kota Kinabalu 60.88236113 ou 60.88236112.

– Embaixada em Ottawa, Canadá 613.234-5656 – E-mail: bhco@bellnet.ca

*Passaportes europeus não precisam de visto antecipado, pegam na chegada e é gratuito.

É bom saber
Na saída do país, no aeroporto de Brunei, na hora do check in, cobram uma taxa extra de BND12 por passageiro, dizeram que é uma taxa do governo, não entendemos essa!! Então separe esse valor, tenha em dinheiro!

Dados de Brunei:

Extensão territorial: 5.765 km².

Localização: Sudeste Asiático.

Capital: Bandar Seri Bagawan.

Clima: Equatorial chuvoso.

Governo: Monarquia islâmica.

Divisão administrativa: 4 distritos.

Idioma: Malaio (oficial), chinês, inglês.

Religião: Islamismo 64,4%, crenças tradicionais 11,2%, budismo 9,1%, cristianismo 7,7%, crenças populares chinesas 3,5%, outras 2,9, sem religião e ateísmo 1,2%.

População: 399.687 habitantes. (Homens: 206.305; Mulheres: 193.382).

Composição Étnica: Malaios 64%, chineses 20%, grupos étnicos autóctones 8%, tâmeis 3%, outros 5%.

Densidade demográfica: 69 hab/km².

Taxa média anual de crescimento populacional: 2,29%.

População residente em área urbana: 75,24%.

População residente em área rural: 24,76%.

Esperança de vida ao nascer: 76,9 anos.

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,805 (muito alto).

Moeda: Dólar de Brunei.

Produto Interno Bruto (PIB): 12.388 milhões de US$.

PIB per capita: 31.759 de US$.

Relações exteriores: Apec, Asean, Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU.

BRUNEI: VISTO DE TURISMO E TRÂNSITO

Europeus, americanos e asiáticos (até mesmo chineses, se acompanhados do guia) podem solicitar o visto de turismo no aeroporto, ao desembarcar. Brasileiros, por outro lado, devem requerer o visto no consulado de Brunei mais próximo, antecipadamente.

Até aí tudo bem. Eu já processei uma dezena de vistos e sei o procedimento de cor e salteado.

Imprimi e preenchi os formulários, comprei as passagens aéreas, reservei o hotel e fui ao consulado em Kuala Lumpur, munida de fotos 3×4, dinheiro, passaportes e cópias (simples) da primeira página do documento. Cheguei às 9h, horário em que a maioria dos consulados recolhem pedidos de visto.

bruneivisa

A funcionária conferiu a documentação e pediu que eu aguardasse. Passados alguns minutos, ela me chamou: “O seu visto fica pronto amanhã cedo. Mas não podemos processar o visto do seu marido”.

Definitivamente não era a resposta que eu esperava ouvir. Ela continuou: “O passaporte dele não tem seis páginas em branco. Apenas três.”

Argumentei, me fiz de boba, sugeri pagar a express fee – às vezes os funcionários querem um “incentivo” legalizado pra fazer a coisa acontecer – mas não teve jeito.

São seis (repito: SEIS) páginas em branco, mesmo que o consulado utilize apenas uma página para o visto e o oficial da imigração utilize apenas ¼ de página para os carimbos de entrada e saída. O motivo? Ninguém sabia responder. Eu sei que muitos países africanos exigem três páginas em branco. Seis foi novidade.

Cancelei o hotel, perdi o dinheiro das passagens (recuperei apenas uma parte das taxas de embarque), mas não me conformei. Eu queria ir a Brunei e o problema do visto definitivamente não ia me impedir. Solicitar um novo passaporte para o Will estava fora de cogitação.

Encontrei a solução no fórum do Trip Advisor: visto de trânsito. Embora nenhum site oficial de Brunei divulgue informações (nem o consulado em KL), passageiros em trânsito – independente da nacionalidade e do número de páginas do passaporte – podem permanecer até 72h no país.

Então eu criei um trânsito. Quando estávamos indo embora de KL, ao invés de voar KL – Bangkok direto, voamos KL – Brunei – Bangkok.

[Atenção!!! Para caracterizar trânsito, a origem e o destino final devem ser diferentes e os voos devem ser comprados juntos – mesmo e-ticket e mesmo código localizador]

Para garantir entrei em contato com a agência de viagens da Royal Brunei Airlines. A agência confirmou o visto de trânsito, mas sugeriu que eu escolhesse um hotel (com tarifas ótimas – metade do valor anunciado nos sites de reservas de hotéis). Depois pediu o código localizador dos voos e montou o “Brunei stopover package”.

Ao desembarcar no aeroporto em Bandar Seri Begawan, bastou mostrar o itinerário, pagar BND 5.00 (ao invés de BND 40.00 da taxa do consulado) e estava tudo certo. Vistos concedidos.

Apesar da minha experiência ter sido ótima, se você tem seis páginas em branco no passaporte e não quer esquentar a cabeça, solicite o visto no consulado de Brunei em KL (fica pertinho do KLCC, numa área turística e de fácil acesso).

Caso você não tenha seis páginas em branco ou não pretenda passar por Kuala Lumpur, entre em contato com a agência de viagens da Royal Brunei. Eu não recomendo fazer o trânsito por conta própria, sem o aval da agência. As companhias aéreas costumam levar as regras de imigração ao pé da letra e muitos funcionários desconhecem as exceções.